Seção 8, Tópico 3
Em andamento

Aprender com o silêncio

Ravi Resck 26 de fevereiro de 2021
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Seja dentro de empresas, instituições sociais, governamentais ou em comunidades alternativas, podemos encontrar uma grande parte desses organismos confinados no máximo ao nível 2 de comunicação.

Será que é possível ultrapassar os limites da teoria proposta por este modelo e de fato implementar essas ações a um nível global?

Liderança em sua essência é a capacidade de mudar o lugar interno a partir do qual operamos. Uma vez que eles entendam como, os líderes podem construir a capacidade de seus sistemas para operar de forma diferente e se libertarem da vitimização(o sistema está a fazer algo comigo). Assim que mudamos para o ponto de vista dos dois círculos internos, vemos como podemos fazer a diferença e como podemos moldar o futuro de maneira diferente.

C. Otto Scharmer, Theory U: Learning from the Future as It Emerges

A mudança vem de dentro, e se queremos vê-la acontecer teremos que nos transformar em nossos sonhos. É preciso suspender os hábitos do nosso dia a dia e redirecionar a nossa atenção, deixar ir os velhos hábitos para poder sentir e presenciar o agora.

É aí que vamos deixar vir as possibilidades que emergem do futuro, a cristalização da visão do grupo que tem de fato o poder de performar a mudança sistêmica.

As 3 vozes da resistência

Para experimentar a escuta profunda em sua totalidade, é preciso cruzar os limiares da comunicação. Nós temos três portais de comunicação: a mente aberta, o coração aberto e a vontade aberta.

O limiar da mente aberta é a voz do julgamento(VozJ) que nos restringe ao que já sabemos e nos inunda com as nossas crenças, valores e experiências do passado. Qualquer atividade criativa exige a habilidade de desligar a voz do julgamento.

O limiar do coração aberto é a Voz do Cinismo(VozC), que nos impede de expor as nossas vulnerabilidades, de se abrir com os outros. O cinismo nos distancia do outro

O limiar da vontade aberta é a Voz do Medo(VozM). O medo nos impede de deixar ir aquilo que já somos e deixar vir o que poderíamos ser. Isso também pode aperecer como o medo de perder as coisas, ou alguém, ou o medo de ser criticado. Este é o maior bloqueio de uma liderança compassiva nos dias de hoje: o medo de deixar ir os velhos hábitos para que venha o novo.

O sucesso de uma intervenção depende da condição interior do interventor

Bill O’Brien

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