Seção 8, Tópico 2
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O modelo da escuta profunda

Ravi Resck 22 de outubro de 2021
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Ouvi uma lenda em algures que dizia que os povos aborígenes, que eram nômades, viviam de forma tão conectada que decidiam o próximo destino da tribo enquanto sonhavam. Eles viviam no que alguns estudiosos chamaram de dreamtime, um processo de fluxo contínuo em que tudo se manifesta em uma zona temporária.

Esses povos, embora considerados primitivos por alguns, funcionavam como um único organismo. Como fazem as abelhas, formigas e um cardume de peixes que muda a direção de forma totalmente coordenada e simultânea. Não só os aborígenes mas todos os povos originários podem nos ensinar a viver com a natureza e não contra a natureza.

Como vivemos em uma sociedade baseada em relações ganha-perde, é natural que isso se reflita em nossa forma de se comunicar. Por mais que estejamos engajados com o processo de autoconhecimento, o limiar da comunicação generativa e destrutiva é frágil, como a casca da sociedade em que vivemos.

O modelo da escuta proposto pela Teoria U descreve o deslocamento da atenção em função da percepção das coisas.

Downloading: Aqui a nossa atenção está confinada dentro dos limites da nossa própria percepção habitual. Estamos apenas a confirmar o que já sabemos e não aprendemos nada de novo. Nada pode penetrar a nossa bolha.

Escuta Factual: Quando nossa atenção começa a explorar o limiar da nossa percepção, percebemos informações relativamente novas, que podem desconfirmar o que já sabemos. Começamos a abrir a mente.

Escuta Empática: Quando conseguimos realmente ver com os olhos da outra pessoa, estabelecemos uma conexão emocional, e deslocamos a atenção para fora dos limites da nossa percepção. Isso só acontece quando abrimos o coração e nutrimos o nosso corpo emocional.

Escuta Generativa: Aqui a nossa atenção extrapola os limites da percepção do grupo e abre espaço para que as possibilidades do futuro possam emergir. É a expansão do poder de vontade do grupo.

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