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Comunicação Não-Violenta

Ravi Resck 27 de fevereiro de 2021

A comunicação não violenta (CNV) é um modelo, uma forma de ver o mundo, um estado mental e emocional. Suas bases teórico-práticas foram estabelecidas por Marshall Rosenberg no início dos anos 60.

A premissa é de que todos os seres humanos são capazes de expressar compaixão. Mas em função do condicionamento sócio-cultural das relações ganha-perde nós reduzimos o nosso vocabulário emocional para algo que beira a disfuncionalidade.

Hábitos de pensar e falar que levam ao uso da violência (social, psicológica e física) são aprendidos através da cultura.

A CNV supõe que todo o comportamento humano deriva das tentativas de atender às necessidades humanas universais.

As necessidades nunca estão em conflito. Em vez disso, surge um conflito quando as estratégias para atender às necessidades se chocam.

A CNV propõe que as pessoas identifiquem as necessidades compartilhadas, reveladas pelos pensamentos e sentimentos que cercam essas necessidades, e colaborem para desenvolver estratégias e fazer solicitações umas das outras para atender às necessidades de cada um.

Este artigo pretende resumir o livro “Comunicação não Violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais” de Marshall Rosenberg e conectar as nuances desta metodologia com outras abordagens para oferecer um guia prático a todos aqueles que desejam botar em prática e ter um pequeno “guia de bolso” para auxiliar o processo.

Note que de forma alguma este guia pretende substituir um curso ou a leitura do próprio livro. O objetivo é apenas propagar esta filosofia de vida para o máximo de pessoas, atualizar a apresentação do conteúdo para a modernidade da internet e tornar o conteúdo ainda mais acessível.

O meu sonho é que cheguemos a um dia em que já não precisamos mais falar sobre ferramentas, apenas aplicá-las. Mas até chegar lá todos nós temos que fazer nosso papel de beija-flor para apagar o fogo na selva.

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