Seção 9, Tópico 1
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A CNV e a Inteligência Emocional

Ravi Resck 22 de outubro de 2021
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Há um termo que vem se tornando cada vez mais pop nos dias de hoje: A Inteligência Emocional. Daniel Goleman, um psicólogo e jornalista científico norte americano, publicou um livro com este nome nos anos 90 e foi só com o boom das abordagens de auto-ajuda e afins que o conceito se popularizou.

Neste livro, Goleman apresentou uma rebuscada pequisa sobre como nós processamos as emoções a um nível físico e intelectual.

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Ele mostra como nós somos sequestrados pela nossa amígdala e entramos em um processo conhecido como Congelar, Combater ou Correr.

As descobertas de Goleman eram muito necessárias em um mundo que se desenvolvia cada vez mais de uma forma analítica-racional e prezava cada vez mais pelo QI como um indicador de inteligência.

Ele mostrou ao mundo que a inteligência emocional é uma qualidade que deve ser estimulada e desenvolvida desde cedo para que o “sequestro da amígdala” cumpra sua função quando estamos realmente ameaçados e não a qualquer momento em que nos sentimos ofendidos.

O modelo da CNV proposto por Rosenberg é uma solução prática para desenvolver a inteligêcia emocional. A CNV está para a Inteligência Emocional como a lógica e geometria está para o QI.

A linguagem de Girafa da CNV

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Marshall Rosenberg em uma apresentação sobre CNV

A comunicação não violenta é uma transmissão e recepção de mensagens que se concentram em duas questões muito importantes:

  1. O que está vivo em nós?
  2. O que podemos fazer para tornar a vida em uma experiência maravilhosa?

Requer grande honestidade e abertura, desenvolvendo uma certa alfabetização de expressões e superando um aprendizado profundamente arraigado que enfatiza julgamento, medo, obrigação, dever, punição e recompensa e vergonha.

Rosenberg cunhou os termos girafa e chacal na comunicação interpessoal, onde o primeiro é a linguagem do coração, a girafa é o animal com o maior coração, enquanto o segundo(chacal) é uma linguagem de critica e exige que apenas desencadeia contra-ataque e defensividade.

A linguagem Girafa não exige que as pessoas se transformem em monges que alcançaram o nirvana e se tornaram em comunicadores excepcionalmente carinhosos e carismáticos.

A maior demanda aqui é estar presente e consciente das nossas necessidades e sentimentos o tempo todo.

De fato, todo o processo da comunicação não violenta serve apenas como um guia para o que devemos prestar atenção.

E a melhor parte é que podemos praticar isso com pessoas que nunca ouviram falar do tema.

O chacal julga, se irrita e fala sobre o que ele não quer e não precisa.

A girafa observa, questiona e fala sobre o que ela quer e precisa.

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