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O processo de Design

Ravi Resck 21 de outubro de 2021

Segundo a wikipeida, o design [dezaine], desenho industrial ou projetismo é a idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de produtos, normalmente produzidos industrialmente ou por meio de sistema de produção em série que demanda padronização dos componentes e desenho normalizado. Essa é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.

Exemplos de coisas que se pode projetar incluem muitos tipos de objetos como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, serviços, marcas e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras (tipografia), livros e interfaces digitais de softwares ou de páginas da internet, entre outros.

O estudo do design sempre esteve ligado a outras áreas do conhecimento como a psicologia, a teoria da arte, a comunicação e a ciência da cognição. No entanto, o design possui um conhecimento próprio que se desenvolveu através da sua história, mas tem se tornado mais evidente nos últimos anos.

Eu gostaria de ressignificar um pouco o conceito de design para esta jornada que vamos começar. 

A definição de design aqui é “a idealização de processos que podem otimizar e suportar qualquer tipo de atividade humana no ambiente de lazer, trabalho ou estudo”. 

E nós fazemos isso com uma abordagem orientada a processos e não necessariamente coisas concretas como um produto, ou algo do tipo. 

No caso deste curso, nós estamos focando em desenhar projetos de forma colaborativa e, para fazer isso, vamos precisar de inúmeros métodos e ferramentas do mundo do design. Soa um bocado chato? Não se preocupe. É muito mais legal experimentar o processo de design do que falar sobre ele. 

Por que pensar em processos?

Aí está uma questão que dá muito pano pra manga. Se nós queremos realizar projetos bem sucedidos, por que nós não pensamos logo naquilo que temos que fazer e vamos diretamente para a ação?

Pensar em processos ao invés de coisas abstratas nos levam a um nível de abstração que normalmente nunca seria atingido se fôssemos diretamente para a prática.

Há uma célebre frase de John Croft que diz que as pessoas não planejam para falhar, mas falham em planejar. 

Nós vivemos em uma sociedade de trabalhadores focados quase 100% na ação onde o processo de planejamento virou sinônimo de chatice. 

Esta jornada de aprendizagem pretende ressignificar esse conceito de planejamento e trazer mais ludicidade para algo que normalmente é feito de forma bastante séria e ortodoxa. 

Se as pessoas tivessem acesso à informação que lhes permitissem aprender como planejar seus projetos, nós teríamos inúmeros empreendimentos sociais a atender os grandes desafios que enfrentamos enquanto sociedade. 

Por isso o convite dessa jornada foca no aprendizado orientado a processos e não no aprendizado voltado a coisas específicas em que nos tornamos especializados.

Qual é o caminho que vamos percorrer neste curso? 

Nós vamos experimentar o processo completo para realizar o esboço de um projeto de forma 100% colaborativa. 

Para que isso aconteça, nós vamos eleger um pseudo projeto que será planejado em todos os detalhes. No fim do curso a realização do projeto é opcional, uma vez que o objetivo é fazer uma exposição do processo de forma experiencial.

Em outras palavras, nós vamos botar a mão na massa para que todo esse mundo de informações que aqui estão expostas façam algum sentido na prática. 

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